Mercado de escritórios do Porto resiste à pandemia

16/07/2020
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O volume de absorção do mercado de escritórios do Porto registou uma subida homóloga de 11,4% no período acumulado de janeiro a maio de 2020, marcado pelo confinamento devido à pandemia, num total de 22.847 m². Segundo os números do Prime Porto Index, no total foram registadas no Porto 20 operações no mercado de escritórios, menos 20% que em igual período de 2019. Ou seja, tendo em conta as condições de confinamento aceleradas pela pandemia de Covid-19, o mercado de escritório está a ter um comportamento bastante saudável. As zonas da Boavista e Out of Town, que compreende os concelhos de Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos, são as áreas com os melhores resultados no período analisado, com crescimentos de 27% e 54% face ao ano passado, e operações que somam os 6.713 e 7.577 m², respetivamente.

O mercado do Porto iniciou um ano com uma excelente dinâmica que em muito superou os resultados alcançados no mesmo período de 2019, tendo sido interrompida pelo Estado de Emergência. Também os meses de abril e maio foram sinónimo de descidas acentuadas e totalmente expectáveis no volume de absorção, fruto da fase de confinamento.

À semelhança do que se assistiu no mercado de escritórios de Lisboa, os analistas preveem uma segunda metade do ano em ligeira recuperação mas ainda sobre a influência do grau de incerteza que irá afetar o volume de absorção total de 2020.

Neste período, os setores de Outros Serviços e TMT’s & Utilities tiveram o maior peso na atividade de ocupação de escritórios, pesando 68% do total absorvido. 46% da absorção diz respeito a áreas entre os 3.000 e os 5.000 m².

Escritórios em Júlio Dinis

Enquadrado no tema escritórios no Porto, o Millennium bcp destaca nesta edição um conjunto de 2 imóveis, de escritórios, adjacentes e situados na conjugação de 3 ruas. São elas, a Rua Júlio Dinis 713, 719, Gaveto da Rua da Saudade 98 e Largo Ferreira da Lapa 86, na freguesia de Cedofeita, Porto.

Este ativo é composto por um edifício principal com 2.522 m2 de Área Bruta Locável (ABL), e de uma fração autónoma (fração A) inserida num prédio em regime de propriedade horizontal, localizado nas traseiras do primeiro, com 1.347m2 (ABL), ambos propriedade do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Renda Predial.

O edifício principal, aquele com entrada pela Rua Júlio Dinis, está em propriedade total, é composto por 10 pisos (cave, rés do chão, galeria e 7 andares superiores), e enquadra, para além de áreas de arrecadação, arquivo e escritórios, uma zona de bar no último andar.

Em termos de localização, o ativo está bem situado, num dos nobres locais da cidade do Porto, a poucos metros da Praça Mouzinho de Albuquerque e da Casa da Música.

O edifício principal, distingue-se pela sua singularidade, pela sua presença, quase como uma atitude que sempre distinguiu a instituição, da qual foi primeira sede do Banco Comercial Português, SA.

Decompondo este ativo, em termos de estrutura e de forma conjunta, é vocacionalmente destinado a serviços, com garagem na cave e com um polo técnico, desenvolvendo-se em duas formas distintas mas conjugadas: frente à rua Júlio Dinis, com cave, onde se situa uma zona de arrumos e um dos polos técnicos disponíveis, R/c, galeria, mais 6 pisos e um recuado, servido por 2 elevadores. Na parte traseira, na denominada fração A, esta desenvolve-se em 4 pisos, desde a cave com estacionamento para 10 automóveis, apresentando-se o R/c, 1 e 2º andar como áreas de serviços, com pé direito aberto entre estes pisos, com acessos por escada e elevador, desde o estacionamento. Este estacionamento também dá acesso ao edifício principal, situado de frente para a rua Júlio Dinis, através de um corredor com acesso às escadas e elevador desse prédio.

Interiormente, os dois imóveis interligam-se de forma simples e com uma simbiose elegante, possibilitando a interação entre as mesmas, ou, caso seja opção, a sua divisão espacial.

Assim, este edifício apresenta-se como um ex-libris na sua localização, quer pela sua arquitetura diferenciada, quer pelo seu passado como sede do Banco Comercial Português.

Atento ao excelente momento na oferta e necessidade de espaços de escritórios e serviços que a cidade do Porto vive, acreditamos que este edifício vem acrescentar uma proposta diferenciada para a cidade e para os investidores, que desde há algum tempo nos questionam sobre a sua disponibilidade para o desenvolvimento de outros projetos para a cidade do Porto.

Em parte do edifício principal e na fração A, existe ainda em funcionamento uma sucursal Prestige e uma sucursal de Negócios do Millennium bcp, que estão em processo de desativação e relocalização, pelo que a escritura destes imóveis será feita com os mesmos devolutos.




Visitas ao ativo dia 22 de julho de 2020, mediante pré-agendamento com o gestor Miguel Rodrigues, e-mail: [email protected]; Telemóvel: +351 914831575.