Mercado de escritórios em Lisboa revela sinais de dinamismo

14/10/2020
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Tal como em todos os segmentos, também o mercado de escritórios foi afetado pelo estado de pandemia e pelas incertezas decorrentes, concretizando-se no decréscimo do número total de operações. No entanto, analisando as estatísticas disponíveis, o mercado de escritórios de Lisboa registou um aumento do volume total de absorção, incorporando aquelas operações que já tinham sido negociadas no período pré-covid.

Nos primeiros oito meses de 2020, a ocupação de escritórios na capital ascendeu a cerca de 97.750 m2, apesar da natural quebra face a 2019, de acordo com os dados do LPI-Lisbon Prime Index. A recessão causada pela pandemia vai deixar a sua marca também neste segmento, mas a recuperação é esperada a partir de 2022, apesar do aumento do teletrabalho.

O estudo “Global Office Impact Study”, da Cushman & Wakefield, desenvolvido pelo Global Think Tank da consultora, revela que até 2025 o mercado deverá recuperar totalmente. A total recuperação é consistente com o observado na crise financeira de 2008, com um “ligeiro atraso” devido à tendência do teletrabalho, com o respetivo aumento de procura de escritórios e de rendas. Nesse ano, a taxa de disponibilidade global de escritórios deverá alcançar os níveis pré-crise de 11%, aproximadamente, bem como os valores de arrendamento.

Nas contas da Savills, o volume de absorção acumulado de janeiro a agosto representa uma descida de 28,1% face a igual período de 2019, mas a consultora salienta que o mercado continuou a registar o fecho de operações de maior dimensão e uma “vontade resiliente das empresas em levarem a bom termo os seus planos de mudança de instalações”.

Apesar de perturbada pela crise, esta situação é bem reveladora que Lisboa mantém o seu carisma de atratividade, na medida em que os investidores permaneceram por cá, e com interesse em continuar a desenvolver este tipo de negócio. E revela-se igualmente importante, na medida em que evidencia a disponibilidade da cidade para receber e acomodar novas empresas, novos negócios, quer seja para expansão ou relocalização das instalações empresariais.

Espaço de escritórios em Lisboa

O Millennium bcp está a comunicar um ativo que se insere na zona 3 ou Zona Emergente em termos da divisão do mercado de escritórios em Lisboa, o qual, atendendo à sua excelente localização e à sua grande dimensão, acredita ser “bastante atrativo e gerador de alguma dinâmica no mercado”. A zona de localização beneficia de um bom serviço de transportes públicos, proporcionado pela proximidade do Metro e da estação de caminhos de ferro de Sete Rios.

Trata-se da fração “A” de um edifício de habitação, comércio e serviços, em regime de PH, composto por 16 pisos, incluindo subcave, cave e galeria, sito na Calçada Palma de Baixo nº6 A. É constituída por 3 pisos interligados por escada interior, os quais subcave, cave e galeria, destinados a uso Terciário segundo o Alvará de Licença de Utilização Parcial nº 266/UT-CML/2020 e com área legalizada de 2.268,1 m2.

Atualmente, este espaço está ocupado pelo Clube Millennium bcp, tratando-se de instalações próprias do Banco e será vendido no seu estado devoluto. Nesta atual condição, tem ao serviço instalação de apoio aos colaboradores e associados, o qual integra secretaria, gabinetes, sala de reuniões, sala de troféus, sala de convívio, ginásio, teatro, coro, sala de atividades várias como música e pintura, bar, zonas de aprovisionamento e arquivo e zonas técnicas. Ao nível do piso 1 ou galeria, existe uma área semicoberta para equipamentos de AVAC e logradouro.

Este tipo de ativo enquadra-se perfeitamente no conceito Serviced office, o qual tem tido uma expressão significativa em Portugal, e que se prevê continue a ter com a modalidade do teletrabalho a desenhar-se de forma mais ativa, mais tecnológica e presente no dia a dia empresarial.

Ramiro Gomes, responsável de Vendas Grandes Imóveis Sul da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp, destacou a localização privilegiada na cidade de Lisboa deste ativo em Sete Rios, pois “beneficia de excelentes acessibilidades rodoviárias (vários eixos viários, como a Av. Lusíada, a Estrada da Luz, a Av. Forças Armadas, o IP7 e o Eixo Norte Sul) e encontra-se muito bem servido de transportes públicos (a menos de 500 metros existe a estação ferroviária de Sete Rios, a estação de metro do Jardim Zoológico e o terminal da Rede de Expressos que permite ligações para o País inteiro)”. Em termos de equipamentos e serviços, existe nas proximidades o Hospital Santa Maria, o IPO, o complexo Universitário de Lisboa e a Universidade Católica.

O interessado por este ativo, segundo Ramiro Gomes, poderá ser uma empresa de média dimensão, que necessite de um espaço de escritórios e/ou uma eventual zona comercial, que privilegie o acesso através da rede de transportes públicos, valência que é muito procurada para instalação de escritórios e/ou Call Center. “Outra alternativa que tem revelado alguma procura, seria ajustar o espaço para gabinetes de coworking, com áreas ajustáveis à medida da procura”.

Questionado sobre se o ativo, no atual contexto de pandemia e das novas necessidades de trabalho, se torna ainda mais interessante, Ramiro Gomes diz que o espaço pode tornar-se ainda mais apelativo, desde que seja adequado com todos os requisitos de higiene e segurança atuais. “Poderá ser adequado a um espaço de reuniões de média/grande dimensão, onde exista uma equipa permanente para limpeza e desinfeção do local, tornando assim o espaço atrativo e diferenciador, face a outros espaços de escritórios algo antigos e desatualizados. Estamos a falar do formato Serviced Office

, já procurado e agora ainda mais pela nova realidade associada aos escritórios e ao modo de estar em espaço físico de trabalho”.

Segundo o especialista, e alinhado com os dados das consultoras, após o primeiro trimestre do ano, verificou-se uma tendência de descida da procura e volume de negócios registados a nível de espaços para escritórios, fruto do estado de emergência decorrido em abril e maio. “No entanto, no último trimestre, observamos uma maior dinâmica na procura por este tipo de espaços, através de inúmeros contatos que recebemos cujas finalidades focavam o desenvolvimento de Escritórios com comércio associado. Neste sentido, o espaço em destaque é, certamente, um investimento com futuro e com potencial de crescimento dentro desta área de negócios.


O Banco está a analisar propostas de compra feitas para este ativo até às 17h do dia 13 de novembro de 2020.

Para visitas e informações adicionais, contatar o respetivo gestor: Nuno Batista; email: [email protected]