Paredes: armazém industrial com cais de carga, em Vilela

13/05/2020
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Com raízes no Vale do Sousa e integrado na Área Metropolitana do Porto, Paredes é reconhecido pelos seus industriais e comerciantes de sucesso e pelos empresários empreendedores. O concelho reclama a liderança nacional na indústria do mobiliário, uma marca identitária que continua a dinamizar e ver crescer, sendo este um eixo estratégico para a promoção e dinamização do concelho, com a marcenaria a assumir, desde cedo, um papel predominante na economia local.

A 1ª fábrica no concelho, ligada a esta atividade, foi construída em Vilela, precisamente a freguesia onde agora está disponível para venda um armazém inserido num terreno com 9.200 m2, numa área de implantação de 5.993 m3. Composto por dois pisos, com uma área de produção em cave com vestiários e dois WC, tem ainda no acima do solo a área dos escritórios, dois vestiários e dois WC, bem como uma outra área de produção. O logradouro é amplo (3.207m2), vedado e pavimentado, com destaque para a existência de cinco cais de carga e descarga.

Mas apesar de estar numa geografia altamente dedicada à indústria de mobiliário, nem por isso o seu único fim tem de ser este setor. Luís Mesquita, da CBRE, parceiro do Millennium bcp na promoção do imóvel, explicou ao Público Imobiliário que sendo este um imóvel de cariz industrial, acaba por ter um potencial interessante porque tanto pode servir para a implantação de uma empresa ligada ao setor dos móveis ou mesmo estofos, duas indústrias muito fortes nesta zona, como pode ser um imóvel adaptado a outros usos e até mesmo transformado num centro empresarial”. Ou seja, Luís Mesquita é da opinião que o ativo tanto poderá acolher uma empresa que ocupe todo o espaço como está preparado para a instalação de várias estruturas empresariais. “Pode perfeitamente ser dividido em pequenos armazéns e assim transformar-se num núcleo de empresas”. Luís Mesquita garante que, de resto, na zona há vários investidores que procuram este tipo de ativos para depois explorarem enquanto centro empresarial.

Face ao atual momento de mercado, o especialista diz que a oferta deste tipo de ativos continua a existir, equilibrada com a constante procura que se tem vindo a sentir. “Há entidades que continuam a procurar estes imóveis independentemente deste período de pandemia. Continua a haver excelentes oportunidades”.

Polivalência é mais-valia

Para além da sua capacidade estrutural, a localização deste ativo é a sua grande mais-valia para quem procura um espaço para o desenvolvimento de uma atividade industrial, com capacidade de armazenagem, carga e descarga com bons acessos a todo o tipo de viaturas, bem como, com uma componente administrativa e de apoio, tudo de forma concentrada e funcional. O armazém localiza-se relativamente perto de outras cidades e locais de interesse na região, como a cerca de 37 km do Porto de Leixões e do aeroporto Sá Carneiro no Porto e a cerca de 9 e 5 km de Paredes e de Paços de Ferreira, respetivamente.

Em termos de utilização, e atendendo a que o ativo tem uma licença de utilização do tipo industrial, a sua polivalência é uma realidade interessante ao nível do potencial de layouts, permitindo, se necessário a autonomização de várias partes, criando polos de produção isolados, como de resto mencionou Luís Mesquita. Ou seja, a sua dimensão e polivalência são outras mais valias a acrescer à já referida localização, as quais, em conjunto aferem ao ativo uma atratividade para quem tenha interesse em estabelecer neste espaço uma atividade alimentar, têxtil, transformadora, ou até uma atividade típica da região como ligada às madeiras, mobiliário, estofos, decoração e calçado.

Nuno Marçal, responsável de vendas Grandes Imóveis Norte, da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp destaca neste imóvel a sua localização com proximidade aos acessos da autoestrada e capilaridade que daqui advêm, e com ligação muito fácil ao aeroporto e ao Porto de Leixões. “O potencial de utilização multidisciplinar que as suas características físicas permitem, podendo até ser estudado e implementado um polo industrial e de serviços. O ser dotado de logradouro com boas características, a existência de cinco portas de acesso a camiões pesados, ter monta-cargas e bom pé direito, bem como o bom estado físico global e licenciamento industrial”.

Segundo Nuno Marçal, a norte, este tipo de ativos de maior dimensão, tem tido procura e colocação com tempos médios relativamente curtos, quer pela procura de empresas por espaços de maiores dimensões, decorrente do crescimento da sua atividade, quer para estudo e criação de alguns polos de partilha das instalações para arrendamento ou venda. “Apesar da altura atípica de mercado em que nos encontramos face à COVID-19, acreditamos que este é um ativo muito interessante do ponto de vista do seu potencial de utilização. Por exemplo, no contexto de um empresário que precise de crescer em instalações, com esta solução poderá poupar o tempo de licenciamentos e de construção, tirando a mais valia de uma utilização quase imediata”.