Procura por construção nova mantém mercado ativo no distrito de Santarém

17/06/2020
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Com uma área de 6700 km2, Santarém é o terceiro maior distrito de Portugal. Subdividindo-se em 21 municípios, até 2002, o distrito integrava-se quase totalmente na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com exceção de Mação e Tomar. Na atual divisão do país, após a reformulação dos contornos e renomeação da região de Lisboa e Vale do Tejo, o distrito passou a repartir-se entre as regiões Centro e Alentejo.

Segundo o INE, o distrito de Santarém tem cerca de 46.500 empresas registadas, com uma média regional do segmento de PME em torno de 5,20% e 0,04% para o segmento de grandes empresas. Os restantes 97,76% são respetivos a microestruturas, que totalizam cerca de 44.063. Em 2011, o número de habitantes do distrito era de 453.638.

Apesar das claras diferenças entre os distintos municípios que compõem o distrito, há algo que parece ser transversal: a necessidade de construção nova para colmatar a procura existente nesta geografia.

O mercado imobiliário em geral pode ter ficado algo adormecido durante o confinamento, mas as visitas aos ativos continuaram a ser realizadas – obviamente com as devidas regras sanitárias –, e as decorrentes escrituras efetuadas.

Carência de habitação nova

Num contexto mais focado da construção, as obras iniciadas continuaram a decorrer assim como se manteve uma apetência por novos projetos, ainda que com ritmos mais cautelosos dos que até então registados. Como sabemos a procura por habitação, seja ela plurifamiliar, seja unifamiliar continua a existir e talvez agora ainda mais orientada para localizações fora das grandes cidades.

Neste contexto, o Millennium bcp destaca um conjunto de loteamentos/terrenos localizados no distrito de Santarém. Tratam-se de lotes infraestruturados para construção de edifícios multifamiliares, com estacionamento em cave e alguns deles com comércio ao nível do rés do chão.

Para além das caraterísticas construtivas dos terrenos, a sua localização é uma mais-valia a relevar, beneficiando quer dos bons acessos rodoviários às freguesias e conselhos vizinhos de Santarém, como ao resto do país, bem como do seu bom enquadramento em zonas novas e de expansão das vilas e cidades onde se inserem.

Adelino Tomaz, da Rosa & Tomaz, um dos parceiros do Millennium bcp nesta geografia, nomeadamente no Entroncamento, confirma que a necessidade de construção nova é uma realidade. “Mesmo nesta fase, que tem realmente alguns condicionantes, os apartamentos e moradias continuam a vender-se, o mercado está a funcionar”.

O Entroncamento é um concelho tradicionalmente focado no setor terciário da economia. Com efeito, 82,9% da sua economia depende do setor terciário, 16,5% do setor secundário e somente um residual de 0,6% depende do setor primário (censos 2011).

Este concelho, onde a ferrovia e todas as indústrias conexas são a grande matriz, funciona um pouco como elemento recetor da atividade não só́ de empresas situadas na localidade, como nos concelhos limítrofes, razão pela qual constitui um elemento dinamizador quer da economia local, quer da regional. Entre os 13 concelhos da região do Médio Tejo apenas o concelho do Entroncamento apresenta índice de poder de compra per capita superior à média nacional (103,06).

Esta zona tem sido beneficiada pelo facto de os passes sociais terem sofrido uma redução para metade, o que tornou o concelho particularmente interessante do ponto de vista de investimento, nomeadamente para vistos gold. “Em termos de arrendamento, conseguem-se yields muito bons e preços de construção muito mais baixos, sobretudo quando comparamos com o mercado de Lisboa”.

Componente comércio e serviços aliada à habitacional

Ramiro Gomes, responsável de vendas Grandes Imóveis Sul, da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp, destaca que os lotes de terreno apresentados pelo Banco são para construção de edifícios multifamiliares, com Alvará de Loteamento e com as respetivas infraestruturas concluídas. “O distrito de Santarém é carente em habitação nova, havendo procura para este tipo de produtos. Os lotes são, na sua generalidade bem localizados”, referiu ao Público Imobiliário.

O facto de a componente comércio e serviços poder estar associada à habitacional é, para este responsável, um fator que beneficia e valoriza os ativos pela forma como torna mais atrativa a própria componente habitacional. “Neste contexto relacional, julgamos ser mais um fator de atratividade para o mercado e para os investidores”.

Ramiro Gomes acredita que face à atratividade e boa localização dos lotes, aliadas à falta de produto habitacional novo na região, os ativos em destaque poderão trazer ao processo de venda, construtores e investidores interessados em investir. “Aliás, a construção em geral não parou durante o período de confinamento, nem a vontade da procura por novas casas. Como tal, havendo procura por produto final e havendo produto disponível, haverá também disponibilidade para se avançar com novos projetos de construção”.