Venda de casas recupera com Lisboa no centro das atenções

08/07/2020
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Em maio, o primeiro mês de desconfinamento, a venda de casas em Portugal aumentou 23% face a abril. Tal reanimação fez com que o mês de maio reduzisse para 41% o declive face aos níveis de atividade registados no pré-Covid (janeiro), numa clara recuperação face à queda de 53% que se observou em abril, segundo o novo Índice de Volume de Vendas de Habitação da Confidencial Imobiliário.

Os preços de maio apresentaram uma subida de 0,9%, corroborando a resiliência do mercado. Em linha com os resultados de março e abril, o Índice de Preços Residenciais exibiu uma variação mensal de 0,9% em maio, mantendo o registo de estabilidade desde início da pandemia. Não obstante, e expectavelmente, as variações mensais observadas nestes últimos três meses desaceleraram a trajetória de valorização sentida ao longo de 2019 e início de 2020, quando as subidas mensais oscilaram entre 1,5% e 2,0%. Como seria de esperar, em termos homólogos, o preço de venda das casas começa a apresentar uma clara desaceleração, fruto da estagnação dos últimos meses, apresentando uma variação de 14%, um número que fica 4 pontos percentuais abaixo do pico de 18% registado em janeiro.

Zona central de Lisboa é a mais apelativa

Relativamente a Lisboa, o preço médio de venda da habitação na freguesia de Campo de Ourique, por exemplo, atingiu os 4.394€/m2 em maio (acumulado de três meses), superando o valor médio das transações registado no total da cidade de Lisboa, em 3.735€/m2. Apenas as freguesias de Santo António, Parque das Nações, Estrela, Misericórdia e Avenidas Novas transacionaram em valores acima de Campo de Ourique neste período.

Já no que diz respeito ao arrendamento residencial, o relatório “Investir no Mercado de Arrendamento”, destaca que, em Lisboa, a zona central da cidade, que abrange as freguesias da Estrela, Campo de Ourique, Campolide, Avenidas Novas, Alvalade, Areeiro e Arroios, é a mais apelativa para os proprietários que querem investir neste mercado. A área destaca-se pela relação entre a população existente (30%), o rendimento mensal, situado nos 3.450 euros por família, e o potencial retorno gerado pelos ativos nesta zona, de 3,17%.

Na capital, as casas são arrendadas, em média, em menos de 3 meses, com rentabilidades acima de 3% na maior parte das zonas. Os valores por metro quadrado oscilam entre os 13 euros na zona Norte e os 18,5 euros do Centro Prime. Da oferta residencial existente, 19% está no mercado de arrendamento.

Edifício em Campo de Ourique

O ativo apresentado pelo Millennium bcp, localiza-se no bairro de Campo de Ourique, muito próximo de zonas de referência em Lisboa e corresponde a um edifício composto por quatro pisos acima do solo, com um total de oito fogos. Em termos de construção, apresenta uma estrutura em madeira, com paredes exteriores resistentes e pavimento em soalho corrido pregado à portuguesa.

Está a cerca de 350 m do Jardim da Parada, a 500 m das Amoreiras, a 600 m do Mercado de Campo de Ourique e da Igreja do Santo Condestável. A Estação de Metro do Rato, linha Amarela está a cerca de 1km de distância, bem como o Jardim da Estrela.

Para quem conhece a zona, sabe que tem uma forte componente de comércio de rua ou tradicional, com diferentes ofertas, beneficiando todos os que ali habitam, porque é fundamentalmente um bairro residencial, ou visitam a área. “Trata-se de um prédio localizado num bairro histórico e característico da cidade, com excelentes vias de acesso, quer ao centro da cidade, quer ao Shopping Amoreiras, quer à A5, com acesso a Cascais. A reconstrução necessária é uma realidade, mas a habitação continua com bastante procura na cidade”, comentou ao Público Imobiliário Ramiro Gomes, responsável de Vendas Grandes Imóveis Sul, da Direção de Crédito Especializado e Imobiliário, do Millennium bcp.

Esta tem sido uma zona muito movimentada e procurada por estrangeiros, com reabilitação de prédios antigos para fazer face à procura que agora quebrou devido à pandemia, mas que se espera vir a retomar em breve a sua atratividade.

O edifício está devoluto, tem uma área de implantação de 193 m2, num terreno com 329 m2, e pelas suas caraterísticas atuais, deverá ser visto como uma oportunidade para reabilitação, como muitos outros edifícios da zona foram submetidos pela procura que se registava. O Banco informa que por ser um imóvel que atualmente está em regime de propriedade total, quem vier a adquiri-lo e pretender vender fogo a fogo, deverá proceder ao registo das respetivas frações em propriedade horizontal. Mas também poderá explorar o espaço em regime de aluguer.

“Antecipamos que o investidor natural para o ativo em destaque seja um promotor imobiliário com experiência na cidade de Lisboa, quer nacional, quer estrangeiro”, diz Ramiro Gomes, adiantando que esta instituição bancária perspetiva uma boa procura, pelos sinais de interesse já recebidos do mercado decorrentes das primeiras conversas já tidas com alguns parceiros e com alguns promotores e construtores habituais na cidade de Lisboa. “A nossa interação diária com o mercado, permite-nos uma leitura muito em linha com a que os analistas têm vindo a concluir. A procura na cidade não mostra sinais de fraqueza, pois a habitação na cidade é bastante composta por residentes habituais, quer nacionais, quer estrangeiros”.

O Banco estará a analisar propostas de compra, feitas para este imóvel, até às 17h do dia 29 de julho de 2020.