Tiago Eiró
Tiago Eiró
Diretor-Geral, Eastbanc

Uma fase provisória e de oportunidade

25/07/2020

Uma das principais mudanças é, claro, a redução da atividade turística, que terá um impacto forte, embora temporário, não só nos setores da hotelaria, de retalho e lazer, mas também no arrendamento de curta duração. Por outro lado, a pandemia provocou abrandamento das vendas no setor imobiliário, embora com menos impacto no segmento premium, devido a uma quebra de confiança e de poder de compra, mas acredito que os efeitos serão também aqui de curto prazo.

No entanto, como investidores de longo prazo, na EastBanc estamos confiantes no futuro e vemos esta fase como provisória e também de oportunidade. Apesar de sabermos que é um momento extraordinário, continuamos focados no trabalho que temos vindo a fazer: valorizar os nossos imóveis em arrendamento e continuar a avançar com os projetos em vendas, em obra, ou em fase de licenciamento ou estudo. Todos eles continuaram apesar de algumas limitações impostas.

No caso do Palácio Faria, no Príncipe Real, a nossa última grande reabilitação residencial, continuamos a sentir boa procura para os apartamentos ainda em venda.

É uma visão de confiança a que gostaria de deixar, que penso ser necessária para visualizar também as mudanças positivas no setor imobiliário e a importância e responsabilidade do mesmo na desejada recuperação. Por um lado, assistimos a mudanças ao nível da legislação, algumas já concretizadas e outras em discussão que irão apoiar a que o setor seja, mais uma vez, uma alavanca para a retoma económica do nosso país. Por outro lado, acredito que este salto tecnológico e digital que todos fomos forçados a dar terá um impacto em alguns aspetos também positivo, como por exemplo na ambicionada “desburocratização” e maior agilidade e simplificação dos processos e prazos de aprovação de projetos de licenciamento.