A Indexprogress está a desenvolver o Green Coast Village, um empreendimento residencial de quatro blocos, desenhado para acompanhar a topografia do terreno e aproveitar a exposição solar e as vistas sobre o rio Lima e a cidade de Viana do Castelo. Da autoria de Cristiano Costa, da C&C Architects, a proposta combina uma linguagem arquitetónica contemporânea com espaços comuns pensados para prolongar a experiência habitacional para além do apartamento.
A oferta integra 82 frações: 35 T1, 35 T2 e 12 T3. O preço médio indicado pelo promotor situa-se nos 3.750 euros por metro quadrado, colocando o empreendimento no segmento residencial médio-alto.
A proposta assume a lógica de um condomínio privado, com equipamentos dedicados ao lazer, ao bem-estar e à convivência dos residentes. Inclui piscina interior, spa, campo de padel e parque infantil, além de áreas verdes de utilização coletiva. Está também prevista a possibilidade de instalar uma horta comunitária, acrescentando uma dimensão de utilização partilhada dos espaços exteriores.
Arquitetura que acompanha o terreno
A implantação dos quatro blocos foi pensada para respeitar as cotas naturais do terreno e reduzir a necessidade de grandes movimentos de terras. Todos os apartamentos ficam orientados a nascente, sul ou poente, evitando salas e cozinhas voltadas a norte. A solução procura maximizar a luz natural e os ganhos solares, enquanto valoriza as vistas sobre a envolvente.
As fachadas combinam branco e antracite com madeira, alumínio e granito da região. Os volumes recuados e as varandas amplas criam um jogo de planos que dá expressão ao conjunto. O granito é utilizado no embasamento, enquanto a integração paisagística dos taludes procura aproximar a intervenção das características do local. A intenção é conciliar uma imagem contemporânea com referências aos materiais e à paisagem de Viana do Castelo. A madeira e o alumínio introduzem contraste face ao granito, reforçando a identidade visual do conjunto.
Além do efeito visual, a alternância das varandas foi pensada para melhorar a relação entre os espaços interiores e exteriores e criar maior resguardo entre frações. Estas áreas privadas permitem prolongar a utilização da casa para o exterior, mantendo a ligação às vistas e à luz natural.
A eficiência energética foi considerada desde a conceção. Além da orientação das frações, o projeto utiliza um sistema de fachada ventilada, destinado a melhorar o desempenho térmico da envolvente e a reduzir as necessidades de aquecimento e arrefecimento. As varandas contribuem para o controlo da exposição solar, enquanto a integração paisagística procura reforçar a relação do conjunto com a envolvente natural.

Tipologias para diferentes perfis
Os T1 e T2 representam 70 das 82 frações, uma distribuição que dá peso às tipologias mais compactas, sem deixar de incluir apartamentos T3 para agregados que necessitam de maior área. O promotor enquadra a oferta num mercado que precisa de aumentar o número de fogos disponíveis e de responder a famílias mais pequenas, sem descurar o conforto, a eficiência e a funcionalidade.
A Indexprogress considera que a configuração multifamiliar também pode interessar a investidores e operadores de arrendamento de longa duração, incluindo modelos profissionalizados de gestão. A combinação entre tipologias, equipamentos comuns e áreas exteriores procura responder a diferentes formas de ocupação, da habitação própria à segunda residência ou ao investimento. O promotor enquadra ainda o projeto numa visão de habitação em que a localização e a mobilidade também contam: o acesso a transportes públicos, emprego, escolas, comércio e saúde é apontado como parte de uma inserção urbana funcional, capaz de reduzir a dependência do automóvel.
Metade das frações reservada no lançamento
Segundo a Indexprogress, cerca de 50% das frações ficaram reservadas ou vendidas logo no lançamento da comercialização. Mantêm-se, ainda assim, apartamentos disponíveis. A obra está na fase de construção da estrutura e a conclusão global está prevista para o primeiro semestre de 2028, num investimento estimado em 17 milhões de euros.
Entre os principais desafios de execução, o promotor destaca a gestão de custos e prazos, a compatibilização das diferentes especialidades e a escassez de mão de obra qualificada. A Indexprogress enquadra estas dificuldades num setor em que a necessidade de planear com rigor convive com variáveis que podem afetar a execução. O acompanhamento das várias fases e a articulação entre os intervenientes são essenciais para manter alinhados o projeto, o orçamento e o calendário.

Millennium bcp como parceiro do projeto
A Indexprogress declara que a instituição “desempenhou um papel absolutamente crucial no desenvolvimento e avanço deste projeto, atuando como um pilar estratégico e financeiro fundamental.”
Segundo o promotor, o apoio do banco permitiu assegurar recursos para as fases mais exigentes da obra, contribuindo para reduzir riscos operacionais e para manter o desenvolvimento dentro dos objetivos definidos. Além disso, “a associação a uma instituição de referência como o Millennium bcp confere uma forte reputação ao projeto. Isto facilita o estabelecimento de parcerias estratégicas e reforça a confiança de investidores, fornecedores e clientes”, acrescenta.
A Indexprogress destaca ainda a vertente de acompanhamento estratégico: a experiência da equipa do Millennium bcp na análise de mercado e na gestão de risco apoia as decisões ao longo do processo e ajuda a manter a solidez financeira do projeto. Para a empresa, “o Millennium bcp não é apenas um parceiro financeiro, mas sim um agente facilitador e catalisador, cuja presença é determinante para transformar o projeto numa realidade bem-sucedida e competitiva.”


