12% das casas em Portugal vendem-se em menos de uma semana

21/10/2026
12% das casas em Portugal vendem-se em menos de uma semana

A análise do marketplace imobiliário idealista, mostra que, além destas “vendas relâmpago”, 18% dos imóveis foram negociados entre uma semana e um mês, 27% demoraram entre um e três meses a ser vendidos, 37% permaneceram no mercado entre três meses e um ano, e apenas 6% ultrapassaram o ano de permanência em anúncio. Estes números confirmam que a maioria das casas encontra um novo dono relativamente rápido mas, ao mesmo tempo, também evidenciam a existência de mercados que são mais lentos.

Ponta Delgada lidera o ranking

Entre as capitais de distrito e das regiões autónomas, Ponta Delgada destaca-se claramente: na capital açoriana, 16% dos imóveis anunciados foram vendidos em menos de sete dias. Seguem-se-lhe Aveiro (15%), Porto (14%), Braga, Funchal, Portalegre e Viana do Castelo (todas com 12%).

Com percentagens ainda relevantes surgem Guarda e Coimbra (11%), Faro e Vila Real (10%), Santarém e Setúbal (9%), Viseu, Leiria e Bragança (8%), Castelo Branco (7%), Lisboa (7%) e Évora (6%). Beja regista a percentagem mais baixa, com apenas 4% de vendas concluídas na primeira semana.

Já quando se alarga o horizonte temporal para o período entre um e três meses, Portalegre assume a liderança, com 43% das vendas, seguida de Évora (35%), Setúbal (34%) e Braga (32%). Já no intervalo entre três meses e um ano, os mercados mais lentos a absorver a oferta são Santarém (48%), Viseu (46%), Beja (45%), Leiria (44%) e Lisboa (42%).

São Miguel, Viana e Porto no top de distritos e ilhas

A análise por distritos e ilhas reforça a dinâmica do mercado açoriano. A ilha de São Miguel regista a maior percentagem de vendas em menos de sete dias (19%), à frente de Viana do Castelo (18%), Porto (17%), ilha da Madeira, Braga e Aveiro (todas com 15%).

Coimbra e Portalegre (11%), Santarém e Setúbal (10%), Viseu (10%), Leiria e Lisboa (9%), Vila Real, Faro e Guarda (8%), Castelo Branco, Beja e Évora (6%) completam a lista dos territórios com percentagens relevantes. Bragança fecha este ranking, com apenas 5% de vendas relâmpago.

Nos prazos intermédios (entre um e três meses), Évora (36%), Setúbal (32%), Santarém e Guarda (ambas com 31%) destacam-se. Já as vendas que demoram entre três meses e um ano são mais frequentes em Bragança (45%), Viseu (44%), Castelo Branco e Beja (43%), Faro e Leiria (42%), confirmando que, nestes mercados, as casas permanecem mais tempo disponíveis antes de encontrar comprador.

Estes dados do idealista ilustram um panorama heterogéneo: enquanto algumas regiões do país continuam a registar uma forte pressão da procura, outras apresentam um ritmo de comercialização mais moderado, refletindo as diferentes dinâmicas locais do mercado residencial português.