A edição da Concreta – Arquitetura, Construção, Engenharia e Design, que se realiza de 18 a 21 de novembro na Exponor, em Matosinhos, quer ser de novo palco das tendências, da inovação e da criatividade que perpassam pelo tecido empresarial deste setor.
Também a arquitetura contemporânea de referência internacional está de regresso à Concreta – evento que há mais de quatro décadas acompanha a evolução da construção em Portugal, tendo prevista no segundo dia a participação do gabinete suíço Leopold Banchini Architects e o Atelier JQTS (de João Quintela e Tim Simon-Meyer), para duas conferências de 50 minutos cada.
Trata-se de dois encontros com arquitetos premiados internacionalmente (Leopold Banchini foi Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza e vencedor do Swiss Art Awards e o Atelier JQTS conquistou o Prémio Enor de Arquitetura Jovem, entre outros) que “permitirão conhecer de forma mais profunda como pensam e entendem a primeira arte e a relação que estabelece com o indivíduo e a sociedade”, assegura Ana Leal, cofundadora e editora da AMAG Publisher.
A construção vive uma transformação profunda, com edifícios mais inteligentes, materiais mais eficientes e espaços mais humanos. Uma das iniciativas que, seguramente, corresponderá aos atuais desafios é o Prémio Concreta UNDER 40, que, em 5.ª edição, distinguirá projetos de jovens arquitetos.
Com o apoio técnico do Conselho Diretivo Regional do Norte (CDRN) da Ordem dos Arquitetos e com o patrocínio da Tintas CIN, dez projetos finalistas estarão em exposição na Concreta, dando visibilidade ao trabalho de uma nova geração.
Propostas para habitação
A feira quer também apresentar propostas para a habitação e o espaço público. Desta forma, apresenta várias iniciativas, desde ciclos de conferências e exposições, que privilegiam as boas práticas de sustentabilidade dedicadas à construção, arquitetura, design e engenharia, dinamizadas a pensar nos mais recentes projetos desenvolvidos por arquitetos, engenheiros e designers.
É neste âmbito que foi criada pela organização a iniciativa “Na Primeira Pessoa”, que permite aos profissionais que se inscreveram e foram selecionados, exporem os seus últimos trabalhos em palestras de 20 minutos.
O tema “Construção Colaborativa para um Futuro Responsável” e as propostas vencedoras vão debruçar-se sobre este conceito, que começa a afirmar-se em Portugal como uma resposta inovadora a desafios atuais, como a crise habitacional, a mobilidade profissional, as falhas urbanísticas provenientes de decisões isoladas e as reformulações posteriores, com custos acrescidos.
Um dos pontos de mira do evento será a exposição coletiva de fotografia de arquitetura de quatro autores portugueses consagrados: Cláudio Parada Nunes, Eduardo Montenegro, Gonçalo Pacheco e Laura Deus. Nomes que darão expressão, na feira, às ideias que, além da estética visual, atravessam a arte de projetar e construir, através do seu podcast “Grande Angular”, um programa – desta vez ao vivo – muito apreciado e conhecido entre profissionais e entusiastas da fotografia e arquitetura em Portugal, refere a organização da Concreta.
Para o arquiteto Diogo Aguiar, curador do certame organizado pela Exponor, “a Concreta 2026 parte de uma ideia muito clara: não haverá um futuro responsável para a construção sem uma forma mais colaborativa de pensar, decidir e produzir. A construção colaborativa é uma condição essencial para descarbonizar o ambiente construído”.
Elétrica também marca presença
Outro dos aspetos que traduzirá de forma particularmente clara o posicionamento da mostra é a criação de uma instalação conceptual dedicada à +Concreta – Tendências para Arquitetura e Interiores, o evento premium que a Exponor delineou para as empresas portuguesas com produtos de excelência para os profissionais deste setor.
A Concreta 2026 decorre em simultâneo com a Elétrica – Energia, Mobilidade, Eletrónica e Material Elétrico, a feira onde os profissionais ligados aos setores elétrico, eletrónico, energético e da mobilidade encontram uma mostra altamente especializada de produtos, sistemas e tecnologias aplicadas à indústria, à construção e à mobilidade.
A entrada na feira é exclusiva para profissionais do setor e o acesso, que deverá ser assegurado previamente online, é válido para todos os dias. Durante os dias da feira, o bilhete custa 15 € no check-in e 7,50 € se adquirido online. Os acessos para as visitas de estudo são válidos apenas para o dia selecionado pela escola e a entrada deve ser solicitada online (custa 4 € por aluno).


