A edição de 2026 do evento realiza-se de 12 a 14 de maio, consolidando-se como o principal marketplace de soluções para o ecossistema das smart cities em Portugal e um espaço de referência de debate na Europa.
Conceito e objetivos
As smart cities vão muito além da simples aplicação de tecnologia. Representam um modelo de desenvolvimento urbano que integra inovação, sustentabilidade, governança participativa e qualidade de vida. O PSCS promove exatamente esta visão 360º: uma plataforma onde se cruzam empresas, startups, municípios, administração pública, universidades, centros de investigação e especialistas.
O evento divide-se em quatro pilares principais: Living (qualidade de vida), Move (mobilidade), Eco (sustentabilidade) e Connect (tecnologia). Com mais de 100 oradores distribuídos por três palcos, o debate central recai sobre o papel da inteligência artificial na governação local e a urgência de soluções de baixo carbono.
O PSCS reforça ainda a ligação entre talento jovem e inovação. Universidades e estudantes têm acesso facilitado, enquanto expositores beneficiam de visibilidade junto de uma nova geração de profissionais qualificados.
Portugal no contexto Europeu
Portugal posiciona-se como um ator relevante no panorama europeu das smart cities. O país tem avançado significativamente em estratégias nacionais de digitalização, como o Portugal Digital, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e iniciativas alinhadas com o Green Deal Europeu e a Nova Agenda Urbana da UE.
O PSCS funciona como ponte entre o ecossistema nacional e tendências internacionais. Atrai expositores, oradores e visitantes de vários países, fomentando parcerias, investimento e transferência de conhecimento. Cidades portuguesas como Lisboa, Porto, Cascais, Évora ou Guimarães têm sido reconhecidas internacionalmente por projetos de mobilidade, eficiência energética e governação digital, servindo de caso de estudo no evento.
Na Europa, o conceito de smart city evolui rapidamente. Países como Espanha, Países Baixos, Estónia ou Dinamarca lideram em determinados indicadores, mas Portugal destaca-se pela agilidade na implementação de projetos-piloto e pela qualidade de vida das suas cidades médias. A cimeira permite comparar boas práticas, identificar oportunidades de financiamento europeu e posicionar empresas portuguesas no mercado global.
Porque importam as smart cities
No século XXI, mais de metade da população mundial vive em cidades. Em Portugal, o número ultrapassa os 65%. Estas concentrações geram desafios (congestionamento, poluição, desigualdades, pressão sobre recursos) mas também oportunidades únicas de inovação.
Uma cidade inteligente utiliza dados e tecnologia para otimizar recursos (energia, água, mobilidade); melhorar serviços públicos; promover a participação dos cidadãos; reduzir emissões e aumentar a resiliência e fomentar o crescimento económico inclusivo.
O Portugal Smart Cities Summit é o espaço onde estas ideias deixam de ser conceitos e se transformam em projetos concretos, contratos, parcerias e políticas públicas.
O lema do evento – “Building our future together” – resume na perfeição o seu espírito colaborativo. Num momento em que a Europa redefine o seu modelo de desenvolvimento sustentável e digital, Portugal afirma-se como laboratório vivo de soluções urbanas inovadoras.
Para mais informações: https://portugalsmartcities.fil.pt/


