O preço dos quartos para arrendamento em casas partilhadas aumentou 8% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período de 2025, segundo os dados do idealista. Mas, em comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2025), os valores registaram, apesar de tudo, uma ligeiríssima descida de 1%.
Cidades com maiores subidas
Os preços deste tipo de arrendamento subiram em 13 dos 19 municípios analisados. A maior subida anual verificou-se na cidade de Bragança, onde os valores aumentaram 13%, a que se seguiram o Funchal e a Guarda, ambas com uma valorização de dois dígitos, fixando-se nos 11%, Lisboa (10%), Castelo Branco (9%), Santarém (8%), Porto (7%), Vila Real (6%), Viseu (4%), Ponta Delgada e Setúbal (ambos com 3%) e Coimbra (2%). Em Braga registou-se uma subida mais moderada, de apenas um ponto percentual.
Mas, em sentido inverso, os preços desceram em Aveiro (-9%) e em Évora (-3%). Já nos municípios de Faro, Leiria, Portalegre e Viana do Castelo, os valores mantiveram-se estáveis em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Quanto custa arrendar um quarto nas cidades?
Lisboa, naturalmente, continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar um quarto, com um preço mediano de cerca de 550 euros por mês. Segue-se o Funchal, com 500 euros/mês, o Porto (450 euros/mês), Ponta Delgada (412 euros/mês), Faro e Setúbal (ambos com 400 euros/mês), Aveiro e Évora (360 euros/mês), Braga (355 euros/mês), Viana do Castelo (350 euros/mês), Coimbra (335 euros/mês) e Santarém (325 euros/mês).
Com valores até 300 euros mensais encontram-se Leiria (300 euros/mês), Viseu (270 euros/mês), Vila Real (265 euros/mês), Castelo Branco e Portalegre (ambos com 250 euros/mês). As opções mais económicas continuam a ser a Guarda, com 210 euros por mês, e Bragança, onde se verificou a maior subida, com 225 euros mensais.
Preços dos quartos arrancam em 2026 com estabilidade
Nos primeiros três meses de 2026, o mercado de quartos em casas partilhadas apresentou uma evolução mais moderada do que a registada na comparação anual. Os preços mantiveram-se estáveis em oito dos 19 municípios analisados. Ainda assim, registaram-se algumas subidas pontuais, com Setúbal a registar o maior aumento trimestral: +10%.
Com valorizações de 5% surgem o Funchal e Portalegre, seguidos de Castelo Branco (+4%), Aveiro e Évora (ambos com +3%), Bragança e Coimbra (ambos com +2%) e Braga (+1%).
Em sentido contrário, os preços desceram em Vila Real (-5%) e Leiria (-4%). Os valores mantiveram-se estáveis em Beja, Faro, Guarda, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu.
Arrendar quarto já não é só para estudantes
Os dados revelam que o arrendamento de quartos em casas partilhadas deixou de ser uma solução exclusiva para estudantes. Cada vez mais, esta opção é escolhida por jovens nos primeiros anos de vida profissional, colocações laborais temporárias e, em alguns casos, por pessoas em fases mais avançadas da vida adulta.
A atual pressão no mercado de arrendamento nas principais cidades portuguesas torna difícil para muitas pessoas solteiras ou separadas suportarem sozinhas o custo de uma habitação integral. Nestes casos, arrendar um quarto surge como a solução mais acessível e racional do ponto de vista financeiro.
Partilha como forma de independência
Por outro lado, a partilha de casa continua a ser uma forma atrativa de independência para muitos jovens que desejam sair da casa dos pais. Esta tendência deverá reforçar-se nos próximos anos, à medida que os preços das rendas se mantenham elevados e registem aumentos semelhantes aos verificados já este ano.


