Procura de imóveis com condições especiais de venda esteve em destaque no Imobinvest

23/09/2026
Procura de imóveis com condições especiais de venda esteve em destaque no Imobinvest

A aquisição de imóveis com desconto ou condições comerciais especiais, através, sobretudo, da oferta de frações em planta de empreendimentos em início de construção, foi uma das novidades em destaque no evento Imobinvest, que se realizou entre os dias 17 e 19, na Alfândega, no Porto.

Catarina Almeida, diretora de projetos da Zest Eventos, empresa que organiza o Imobinvest, confirma que a feira apresentou várias novidades e uma oferta diversificada, com “a maioria dos expositores a apresentar descontos e condições comerciais especiais na aquisição de imóveis”. Destaca também que esta foi uma oportunidade “para gerar contactos de qualidade, com visitantes verdadeiramente interessados nos produtos e alguns negócios já em fase de concretização”. Na sua opinião foi visível também um “forte ambiente de networking entre os expositores”.

Esta situação foi confirmada na visita aos stands de vários dos expositores presentes, que confirmam o interesse por parte de investidores e clientes finais na compra de frações em planta, cujos descontos usuais vão de 10% a 20%.

É o caso da DPS Imobiliária, cujo slogan, “estruturamos investimento, não vendemos casas”, pretende enfatizar o facto de serem “especialistas em venda em planta com presença em Portugal, Brasil e Dubai”.

Ricardo Magalhães, responsável da imobiliária, explica que a empresa se especializou em conseguir “investidores ou clientes finais interessados em investir em empreendimentos que são lançados no mercado e que serão concluídos dois ou três anos depois”, contando com um portfólio que inclui, no Porto, o Boavista Tower e o Lake Tawor, em Vila Nova de Gaia, o Cais da Pescaria, em Setúbal, o Belo Horizonte e, em Paços de Ferreira, o Aura Residence.

No caso da Mais Invest, promotor imobiliário sediado em Paços de Ferreira, “o desconto feito na fase de pré-venda é calculado em função da percentagem do valor entregue na fase de assinatura do contrato de compra e venda (CPCV)”, salienta Filipa Carneiro, diretora executiva.

Numa altura em que tem em fase de desenvolvimento seis projetos – um deles já em construção –, a responsável da Mais Invest destaca o bom momento do setor, com a procura a ser “liderada pelos casais jovens, sobretudo no caso dos empreendimentos na periferia da cidade, onde os preços são mais acessíveis”, enquanto nos projetos do centro da cidade, “onde os preços são mais elevados, predomina o cliente com mais poder de compra”.

A Home Step, mediadora que atua sobretudo na zona da Afurada, em Vila Nova de Gaia, diz que a venda para investimento, na fase de pré-lançamento dos empreendimentos, representa cerca de 50% das vendas totais. “Normalmente, no primeiro ano, o empreendimento fica comercializado a 100%”, de acordo com Conceição Correia, que, em conjunto com o filho Luís Alonso, gere a Home Step.

A sua atividade concentra-se sobretudo na Marginal da Afurada e em Canidelo, nos empreendimentos promovidos pela Douro Habitat, como é o caso do São Paio Apartments, constituído por nove torres, uma parte significativa das quais já construída e comercializada, e no projeto mais recente, o Parque, em Canidelo, em fase de construção.

Para Carolina Fagundes, diretora de loja, e Camila Chubter, consultora, ligadas à Century 21 Nações, a constatação é que desde o início do ano, “a compra está mais consciente”. Embora partilhem a opinião de que o mercado residencial em cidades como o Porto e Braga, onde detém nove das dez lojas que fazem parte da Century 21 Nações, “continua em alta”, consideram também que a “compra é mais ponderada”, com os clientes a serem mais atentos e “a analisarem bem antes de comprar”.

Para a Eleve Group, mediadora com quatro anos de existência, o interesse dos investidores pela compra de frações em planta foi visível desde o primeiro dia do Imobinvest, tanto por parte de clientes nacionais, como estrangeiros.

Contudo, Andreia Santos, responsável da mediadora, alerta para o facto de os “proprietários dos imóveis usados quererem vender ao preço do novo”, sendo esta uma das razões para a inflação dos preços.

De referir que, em termos de afluência, o número de visitantes da 7.ª edição do Imobinvest ficou, contudo, aquém das expectativas inicialmente definidas, refere Catarina Almeida, que assumiu a direção do evento. Ainda assim, “os contactos realizados e o interesse demonstrado pelos visitantes permitiram criar oportunidades de negócio e estabelecer novas relações profissionais, que esperamos que possam evoluir após o evento”, constata.